Mauro diz que PMs não podem participar de manifestações: "Legislação é clara"

O governador explicou que exista uma lei que impede a participação dos militares, mesmo de folga, em atos políticos.

Por DAFFINY DELGADO em 03/09/2021 às 23:15:39
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O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou, na noite de quinta-feira (02), que a presença de militares nas manifestações do próximo dia 7 de setembro estão completamente vedadas em Mato Grosso.

"A legislação é muito clara no nosso estado de que os policiais são vedados de participarem de manifestações de caráter político", disse em entrevista ao jornal da CNN Brasil.

Na última semana, o governador havia dito que os policiais não poderiam participar se fosse em horário de trabalho, pois, teriam ponto cortado. Deputados estaduais também chegaram a incentivar a ida dos militares que estivessem de folga nas manifestações.

"Acredito que os militares têm consciência disso. Não é uma legislação que eu fiz, que tenha sido feita agora. Precisamos, neste país, respeitar as leis, a nossa Constituição, todo mundo trabalhar mais e parar de arrumar confusão porque isso não é bom para os brasileiros", afirmou o governador.

Ainda na entrevista, Mauro disse acreditar que os atos no Estado devem ser pacíficos. Além disso, ele enfatizou que as manifestações não colocam a democracia em risco no país.

"Não vejo que a democracia corra riscos. A democracia é algo que o Brasil conquistou ao longo de muitas décadas. Nós vivemos o período da ditadura militar, isso não foi bom para o Brasil, nesse momento cria-se muitos mitos, muitos fantasmas, está se inventando muita coisa, muita fake news nas redes sociais", declarou.

"Não acredito que corra risco de retrocesso. As forças armadas nesse país são maduras, as instituições são maduras e tenho certeza que a maioria dos políticos brasileiros são maduros e não vão colocar o país em nenhum tipo de aventura", completou.

Quebra de hierarquia

O juiz da 11ª Vara Especializada de Justiça Militar e Custódia de Cuiabá, Marcos Faleiros, emitiu uma orientação ao comandante-geral da Polícia Militar, coronel Jonildo José de Assis, onde afirmou que os militares sofrerão consequências graves, caso cometam qualquer ato que atentem autoridades e instituições.

"Qualquer quebra de hierarquia ou comportamento subversivo às instituições democráticas, haverá consequências graves e imediatas", disse o magistrado.

Tensão

Conforme o #reportemt noticiou no mês passado, o deputado federal Emanuelzinho (PTB), relatou certo clima de tensão em relação aos protestos marcados para 7 de setembro.

Senado, Câmara e o Supremo Tribunal Federal (STF) pediram ao governo do Distrito Federal um reforço na segurança da Esplanada dos Ministérios.

Além de capital federal, estão programados protestos contra e a favor do governo do presidente em vários estados – inclusive Mato Grosso.

Fonte: Repórter MT

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